Passei duas semanas sem encontrar o general depois do ocorrido... me lembro como se tivesse acontecido ontem...
Nosso Senhor Ares, descera do Olimpo para nos auxiliar.
Algumas histórias corriam entre os soldados, alguns diziam que o general estava seguindo para o Olimpo para receber as bençãos dos deuses, ou talvez se torna-se um Deus como eles. Outras histórias diziam que ele agora entrava sozinho em batalhas em que centenas dos nossos não podiam lutar, estaria sacrificando sua vida, lutando sozinho para que poupássemos nossos homens... mas no final, descobrimos que o general apenas voltara para casa e estava com esposa e filha, aproveitando o luxo de suas vitórias.
Mas naquela tarde, ele havia chegado com o rosto marcado. Teria ele discutido com familiares? Assim como chegou saiu, o olhar dele percorreu o campo de treino e centenas dos nossos simplesmente o seguiram. Nossas tropas estavam alimentadas e prontas para qualquer coisa.
Andamos por dois dias, quando estávamos próximos de entrar nas terras da deusa Atena, de longe vimos pequenos vilarejos desprotegidos. O general olhou-os com profundo desprezo e seu olhar colidiu com o meu.
'O que está esperando?'
E nossos homens partiram em disparada, na direção dos pequenos vilarejos. O general ficou imóvel naquela colina. Dizimamos todos os vilarejos em menos de uma tarde... matamos todos os homens que poderiam erguer uma arma, já crianças e velhos foram poupados e deixamos que eles fugissem por entre a mata densa. As belas mulheres atenienses nos serviram bem durante toda a noite, seu sangue fora derramado ao amanhecer, assim que todos os nossos soldados se serviram com seus corpos.
Mas ele continuava no alto daquela colina.
Imaginei o que ele estaria pensando naquele momento... Pouco depois do meio-dia ele desceu da colina e seguiu até o centro dos soldados.
'Hoje será o dia em que Atenas cairá!'
Não demorou muito, estávamos diante de uma cidadela, que, ao contrário dos pequenos vilarejos, possuía um pequeno templo... e um oráculo... uma pequena senhora, aparentando seus sessenta, setenta anos.
'Não passe daqui ou seu destino estará para sempre marcado!'
O general ignorou o oráculo, ela, de acordo com nossas leis, não podia ser tocada nem morta... mas não nos importávamos com ela e nosso ataque começou...
(Allan Wagner, 05:09 – 05:33, 28/09/2010)
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Espartano - Parte 2
O céu fechou em nuvens vermelhas, o Sol agora emanava uma luz rubra e nosso senhor surgiu nos céus.
De todos os nossos homens, só restavam cem, ou menos, mas esses poucos fora abençoados em vê-lo pessoalmente, Ares.
Nosso general ficou perplexo, o líder dos bárbaros, que estava com seu gigantesco martelo com pregos erguido sobre sua cabeça, paralisado, seus soldados imóveis. Não ouvíamos mais nenhum som, nenhum escudo se encontrava com machados ou lanças, espadas não era brandadas no a. A batalha cessou imeditamente.
Nosso senhor disse algo, mas ninguém ouviu.
No meio do céu, surgiu uma criatura inacreditável!
Seu rosto muito lembrava o de uma mulher, porém, não tinha cabelos e a expressão de fúria em seu rosto, não o abandonava. O peito nú de uma mulher e, no lugar dos braços, duas grandes asas negras. Suas partes aparentavam estavar a mostra. Era um misto de corpo de mulher e águia, pêlos e penas cobriam pernas atrofiadas e suas partes íntimas.
Trazia algo consigo, duas longas correntes alaranjadas com adagas, lâminas em suas pontas.
Ares sussurrou mais algo e o general ergue-se ignorando o ataque do bárbaro, as correntes deram a volta em seus braços e ele urrou de dor, o cheiro forte de carne queimada tomou o campo de batalha. As lâminas haviam sido incorporadas ao corpo dele por meio do fogo de Hefesto.
O céu voltou a ficar limpo.
O líder bárbaro o viu com as correntes pendendo dos braços, eram belamente ameaçadoras, o cabo em ouro davam a idéia de crânios e as lâminas não eram iguais a das espadas comuns, tinham um brilho inumano. Ergueu novamente o enorme martelo com pregos sobre a cabeça e urrou um ataque contra nosso líder...
Que lhe cortou a cabeça arremessando as lâminas.
O corpo do bárbaro ficou imóvel enquanto suas cabeça pairava no ar.
Então ele virou-se ao minúsculo exército espartano que havia sobrado.
'E os deuses nos abençoaram.'
E num salto cortou dois homens ao meio. Girou furiosamente as lâminas no ar e um rastro dourado circular cortou o ar, e mais quinze bárbaros. Arremessou-a contra outro que estava fugindo e o ancorou pra perto, quebrando-lhe o pescoço no contato.
'Quem será o próximo?'
Os milhares de bárbaros que estavam ao alcance de nossas visões largaram suas armas e deram meia volta. Todos, sem excessões, abandonaram o campo de batalha.
Nosso general então deus dois passos sobre uma rocha em destaque olhou a todos os sobreviventes e virou-se, seguindo seu caminho, todos nós o seguimos, pois, naquela hora, sabíamos que, ali, nascia um Deus.
(Allan Wagner, 19:47 - 20:39, 08/09/2010)
De todos os nossos homens, só restavam cem, ou menos, mas esses poucos fora abençoados em vê-lo pessoalmente, Ares.
Nosso general ficou perplexo, o líder dos bárbaros, que estava com seu gigantesco martelo com pregos erguido sobre sua cabeça, paralisado, seus soldados imóveis. Não ouvíamos mais nenhum som, nenhum escudo se encontrava com machados ou lanças, espadas não era brandadas no a. A batalha cessou imeditamente.
Nosso senhor disse algo, mas ninguém ouviu.
No meio do céu, surgiu uma criatura inacreditável!
Seu rosto muito lembrava o de uma mulher, porém, não tinha cabelos e a expressão de fúria em seu rosto, não o abandonava. O peito nú de uma mulher e, no lugar dos braços, duas grandes asas negras. Suas partes aparentavam estavar a mostra. Era um misto de corpo de mulher e águia, pêlos e penas cobriam pernas atrofiadas e suas partes íntimas.
Trazia algo consigo, duas longas correntes alaranjadas com adagas, lâminas em suas pontas.
Ares sussurrou mais algo e o general ergue-se ignorando o ataque do bárbaro, as correntes deram a volta em seus braços e ele urrou de dor, o cheiro forte de carne queimada tomou o campo de batalha. As lâminas haviam sido incorporadas ao corpo dele por meio do fogo de Hefesto.
O céu voltou a ficar limpo.
O líder bárbaro o viu com as correntes pendendo dos braços, eram belamente ameaçadoras, o cabo em ouro davam a idéia de crânios e as lâminas não eram iguais a das espadas comuns, tinham um brilho inumano. Ergueu novamente o enorme martelo com pregos sobre a cabeça e urrou um ataque contra nosso líder...
Que lhe cortou a cabeça arremessando as lâminas.
O corpo do bárbaro ficou imóvel enquanto suas cabeça pairava no ar.
Então ele virou-se ao minúsculo exército espartano que havia sobrado.
'E os deuses nos abençoaram.'
E num salto cortou dois homens ao meio. Girou furiosamente as lâminas no ar e um rastro dourado circular cortou o ar, e mais quinze bárbaros. Arremessou-a contra outro que estava fugindo e o ancorou pra perto, quebrando-lhe o pescoço no contato.
'Quem será o próximo?'
Os milhares de bárbaros que estavam ao alcance de nossas visões largaram suas armas e deram meia volta. Todos, sem excessões, abandonaram o campo de batalha.
Nosso general então deus dois passos sobre uma rocha em destaque olhou a todos os sobreviventes e virou-se, seguindo seu caminho, todos nós o seguimos, pois, naquela hora, sabíamos que, ali, nascia um Deus.
(Allan Wagner, 19:47 - 20:39, 08/09/2010)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Espartano - Parte 1
Não passava do meio-dia quando ele chegou. lembro-me claramente das palavras, lembro da chuva fina que teimava em cair sobre nós. Ela parecia pedir que saíssemos dali, mas continuamos, com o sangue fervendo.
Já haviam se passado dois dias desde que deixamos a capital e nosso alimento se resumiu a alguns carneiros doados por bons homens que os pastoreavam, e a sede era saciada com a água de nossos rios, banhados por sangue, e com a melhor bebida de nosso país, entregue diretamente do templo de nosso senhor, Ares, por seus sacerdotes.
Nosso general, nosso líder, era violento e vitorioso, suas conquistas eram consideradas gloriosas, impossíveis, únicas. Alguns o chamavam de reencarnação de nosso senhor.
Seu nome nunca era dito no campo de batalha. Alguns diziam que mencioná-lo trazia o azar, atraía o Hades, outros, que, se ele ouvisse seu nome ser pronunciado por qualquer um, esse qualquer um teria suas mãos decepadas por lâminas cegas e sua língua arrancada por cães.
Sua fama o precedia, soldados de várias cidades e povoados se uniam ao nosso grupo ao saber de sua passagem.
Lembro-me que estava ao seu lado, ele não montava cavalos, nenhum tipo de montaria, parecia gostar de sentir o cansaço, fadiga, dor, sua armadura escurecida pelo sangue de inúmeras guerras reluziam a luz de Helios que, agora, despontava no céu, afastando a chuva fina. Não éramos muitos, talvez mil, ou dois mil homens, não mais.
Estávamos num povoado morto, num deserto, seco, árido, só haviam chamas e cadáveres de mulheres e crianças, onde estariam os homens da pequena aldeia? Nosso general olhou desconsolado para os corpos e o ódio surgiu instantaneamente em seus olhos.
'Vamos continuar.'
Passamos mais algum tempo e entramos numa terra plana, poucas rochas perdidas num campo amplo, uma relva baixa.
Decidímos parar e descansar, aproveitar um pouco da paz que nos havia sido dada. Mas Noto, o vento sul, nos aplacou com um forte cheiro de morte e decidímos nos preparar para o pior.
Nossa paz não durou muito tempo, ao entardecer, quando Helios decidiu guiar o carro do Sol e dar lugar a Selene sentimos algo. O chão sob nossos pés começou a tremer, cânticos ofensivos eram entoados, nosso general deu dois passos para fora de nossa formação.
'Fiquem aí...'
Sua voz ecoou em nossas mentes. E ele começou a correr em direção do som. Mas não deu nem mais três passos.
Não sei quantos eram, e no momento não importava.
Eram milhares. Os bárbaros que estavam invadindo nossas terras agora estavam furiosamente correndo em nossa direção, correndo desesperadamente e brandindo suas foices, espadas e machados contra nosso grupo.
Eles eram muitos, mas tínhamos experiência e um homem considerado um semi-deus do nosso lado. A vitória parecia certa para nós, mas não isso que aconteceu.
Fomos massacrados.
No início, tínhamos suas cabeças e corações em nossas mãos, mas a cada dois que nossas lâminas derrubavam, cinco surgiam. Vi meus irmãos serem decepados, queimados, a até torturados. Não tinhamos chances. Após horas suportando, fui abatido, uma estocada na nuca me derrubou e eu pude ver.
Ele implorando por sua vida e pela vida de seus homens.
- Ares!!!.....Destrua meus inimigos e minha vida será sua!!!
(Allan Wagner, 22:02 - 22:51, 02/09/2010)
Já haviam se passado dois dias desde que deixamos a capital e nosso alimento se resumiu a alguns carneiros doados por bons homens que os pastoreavam, e a sede era saciada com a água de nossos rios, banhados por sangue, e com a melhor bebida de nosso país, entregue diretamente do templo de nosso senhor, Ares, por seus sacerdotes.
Nosso general, nosso líder, era violento e vitorioso, suas conquistas eram consideradas gloriosas, impossíveis, únicas. Alguns o chamavam de reencarnação de nosso senhor.
Seu nome nunca era dito no campo de batalha. Alguns diziam que mencioná-lo trazia o azar, atraía o Hades, outros, que, se ele ouvisse seu nome ser pronunciado por qualquer um, esse qualquer um teria suas mãos decepadas por lâminas cegas e sua língua arrancada por cães.
Sua fama o precedia, soldados de várias cidades e povoados se uniam ao nosso grupo ao saber de sua passagem.
Lembro-me que estava ao seu lado, ele não montava cavalos, nenhum tipo de montaria, parecia gostar de sentir o cansaço, fadiga, dor, sua armadura escurecida pelo sangue de inúmeras guerras reluziam a luz de Helios que, agora, despontava no céu, afastando a chuva fina. Não éramos muitos, talvez mil, ou dois mil homens, não mais.
Estávamos num povoado morto, num deserto, seco, árido, só haviam chamas e cadáveres de mulheres e crianças, onde estariam os homens da pequena aldeia? Nosso general olhou desconsolado para os corpos e o ódio surgiu instantaneamente em seus olhos.
'Vamos continuar.'
Passamos mais algum tempo e entramos numa terra plana, poucas rochas perdidas num campo amplo, uma relva baixa.
Decidímos parar e descansar, aproveitar um pouco da paz que nos havia sido dada. Mas Noto, o vento sul, nos aplacou com um forte cheiro de morte e decidímos nos preparar para o pior.
Nossa paz não durou muito tempo, ao entardecer, quando Helios decidiu guiar o carro do Sol e dar lugar a Selene sentimos algo. O chão sob nossos pés começou a tremer, cânticos ofensivos eram entoados, nosso general deu dois passos para fora de nossa formação.
'Fiquem aí...'
Sua voz ecoou em nossas mentes. E ele começou a correr em direção do som. Mas não deu nem mais três passos.
Não sei quantos eram, e no momento não importava.
Eram milhares. Os bárbaros que estavam invadindo nossas terras agora estavam furiosamente correndo em nossa direção, correndo desesperadamente e brandindo suas foices, espadas e machados contra nosso grupo.
Eles eram muitos, mas tínhamos experiência e um homem considerado um semi-deus do nosso lado. A vitória parecia certa para nós, mas não isso que aconteceu.
Fomos massacrados.
No início, tínhamos suas cabeças e corações em nossas mãos, mas a cada dois que nossas lâminas derrubavam, cinco surgiam. Vi meus irmãos serem decepados, queimados, a até torturados. Não tinhamos chances. Após horas suportando, fui abatido, uma estocada na nuca me derrubou e eu pude ver.
Ele implorando por sua vida e pela vida de seus homens.
- Ares!!!.....Destrua meus inimigos e minha vida será sua!!!
(Allan Wagner, 22:02 - 22:51, 02/09/2010)
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