No final só haverá Caos!
Pela vingança existirá esperança!
Por sangue teremos fé!
Por sua queda acreditaremos!
Me foi entregue o poder,
me foi dada a falsa imortalidade,
me foi subjugada a verdade,
me foi levada a paz.
Por minhas mãos,
sangue de meu sangue escorreu,
pelo maldito desejo,
gritando em mim o desespero teu...
Quantos terei que derrubar,
de vocês, quem deverei julgar?
Quantos condenarei,
Apenas com o olhar?
Do céu arranquei o Sol!
Do amor desposei a pureza!
Da morte arranquei os olhos!
E do mais forte, mostrei sua fraqueza!
Busquei a calmaria em pesadelos,
entreguei a vida ao desespero,
eliminei bons e maus,
Vivi vendo e revendo o Caos.
(Allan Wagner, 20:55 - 21:02, 03/11/2010)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Criando...
Não é fácil fazer poesia,
não consigo seguir a linha,
não dá pra acertar o compasso,
nem pra aceitar o marasmo,
Se torna entediante toda produção,
em meio a tanta gente,
no meio de tanto texto bom,
me vejo seguindo em outra direção,
Não pretendo ser famoso,
nem mostrar meu nariz empinado,
não achem que estou sendo manhoso,
só mantenho meu gosto refinado...
(Allan Wagner, 02:02 - 02:08, 02/11/2010)
não consigo seguir a linha,
não dá pra acertar o compasso,
nem pra aceitar o marasmo,
Se torna entediante toda produção,
em meio a tanta gente,
no meio de tanto texto bom,
me vejo seguindo em outra direção,
Não pretendo ser famoso,
nem mostrar meu nariz empinado,
não achem que estou sendo manhoso,
só mantenho meu gosto refinado...
(Allan Wagner, 02:02 - 02:08, 02/11/2010)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A Linha.
Segui a linha e mantive meus pensamentos no lugar certo,
Meu corpo e minha mente, minha vida estava do jeito que todos queriam.
Foi aí que perdi tudo!
Fiz o que todos queriam que eu fosse.
Queriam o rapaz forte e bonito?
Ali estava eu, forte, bonito e com problemas em meu relacionamento.
Queriam o rapaz inteligente?
Eu estudava e fazia meu curso superior, que não queria fazer, contrariando minha vontade de seguir um sonho.
Queriam o rapaz rico?
Eu trabalhava, eu me dava, e mesmo assim era o vagabundo.
Então eu acordei.
Do que valem suas opiniões?
Do que vale um corpo na moda? Se o que mais amo está indo embora?
Do que vale essa inteligência? Se não a uso para o meu bem?
Do que vale todo esse maldito dinheiro? Se pra vocês, nunca é o bastante?
Acordei, e decidi ser o que era de verdade.
Nessa hora, quem me aceitava do jeito que eu era ficou e quem não queria alguém que fosse verdadeiro se voltou.
O mais cômico, o mais hilário, é saber que da minha família, uma ou duas pessoas foi o que sobrou.
E de todos os amigos, novos e antigos, nenhum deles se rebelou.
(Allan Wagner, 20:42 - 21:00, 01/11/2010)
Meu corpo e minha mente, minha vida estava do jeito que todos queriam.
Foi aí que perdi tudo!
Fiz o que todos queriam que eu fosse.
Queriam o rapaz forte e bonito?
Ali estava eu, forte, bonito e com problemas em meu relacionamento.
Queriam o rapaz inteligente?
Eu estudava e fazia meu curso superior, que não queria fazer, contrariando minha vontade de seguir um sonho.
Queriam o rapaz rico?
Eu trabalhava, eu me dava, e mesmo assim era o vagabundo.
Então eu acordei.
Do que valem suas opiniões?
Do que vale um corpo na moda? Se o que mais amo está indo embora?
Do que vale essa inteligência? Se não a uso para o meu bem?
Do que vale todo esse maldito dinheiro? Se pra vocês, nunca é o bastante?
Acordei, e decidi ser o que era de verdade.
Nessa hora, quem me aceitava do jeito que eu era ficou e quem não queria alguém que fosse verdadeiro se voltou.
O mais cômico, o mais hilário, é saber que da minha família, uma ou duas pessoas foi o que sobrou.
E de todos os amigos, novos e antigos, nenhum deles se rebelou.
(Allan Wagner, 20:42 - 21:00, 01/11/2010)
Os Corpos do Dia das Bruxas.
De prosa em prosa,
passo após passo,
decidi fazer nada.
Mas foi bom esconder as escadas.
Ouvindo aqueles gemidos roucos,
prestando atenção nos gritos silenciosos,
sentindo o cheiro de algo podre,
pela janela eu via os corpos...
As luzes são seu chamariz,
seus olhos cegos parecem sentir,
sua audição continua atenta,
e as pernas mal se aguentam...
Perdi um, dois ou três amigos,
perdi cinco, seis ou sete familiares,
mas não houve dor maior,
quando vi você caminhar entre eles...
Sem rumo nem prumo,
sem vontade ou desejo,
apenas divagando, caminhando,
e do outro lado da janela estava eu, me martirizando...
Carregando meu poderoso rifle,
queria lhe dar libertação,
apontando para sua cabeça,
e recitava uma oração.
Nunca Nele acreditei,
e com certeza essa não era a hora,
pois ele amaldiçoou o mundo,
e nos deixou do lado de fora.
mas eu pedia por sua paz,
relembrava o seu amor,
revia seu corpo quente,
entregue a mim com ardor.
Ali terminava nossa relação,
nossos anos de convivência e adoração,
então esse era o fim,
entre o você e eu, pensei em mim.
BAM!
(Allan Wagner, 17:53 - 18:12, 31/10/2010)
passo após passo,
decidi fazer nada.
Mas foi bom esconder as escadas.
Ouvindo aqueles gemidos roucos,
prestando atenção nos gritos silenciosos,
sentindo o cheiro de algo podre,
pela janela eu via os corpos...
As luzes são seu chamariz,
seus olhos cegos parecem sentir,
sua audição continua atenta,
e as pernas mal se aguentam...
Perdi um, dois ou três amigos,
perdi cinco, seis ou sete familiares,
mas não houve dor maior,
quando vi você caminhar entre eles...
Sem rumo nem prumo,
sem vontade ou desejo,
apenas divagando, caminhando,
e do outro lado da janela estava eu, me martirizando...
Carregando meu poderoso rifle,
queria lhe dar libertação,
apontando para sua cabeça,
e recitava uma oração.
Nunca Nele acreditei,
e com certeza essa não era a hora,
pois ele amaldiçoou o mundo,
e nos deixou do lado de fora.
mas eu pedia por sua paz,
relembrava o seu amor,
revia seu corpo quente,
entregue a mim com ardor.
Ali terminava nossa relação,
nossos anos de convivência e adoração,
então esse era o fim,
entre o você e eu, pensei em mim.
BAM!
(Allan Wagner, 17:53 - 18:12, 31/10/2010)
Indecisamente Medianas Mentais.
Queria saber desejar uma Boa Noite de maneira menos tradicional, mas ao mesmo tempo que quero isso não consigo imaginar nada mais criativo do que os apresentadores de Telejornal... então bom fim de tarde e apaguem o Sol por favor pois estou com sono.
Minha mente decidiu funcionar nos últimos dias, decidiu pensar fora de mim e me trazer montes de opiniões frescas e novinhas... ela decidiu decidir sem mim ultimamente.
Sempre que estou indo para a universidade consigo pensar exatamente na coisa mais difícil de todas - e não, não é matemática ou afins -, consigo pensar em nada... enquanto, na verdade, minha consciência junto com minha mente apenas decidem dar uma voltinha durante a viagem. Sempre que entro naquele ônibus minha cabeça esvazia e sempre volta com questões deveras intrigantes... mas essas não valem tanto a penas serem lembradas.
Sei que sou um estudante de arte no Brasil, sei o quanto somos desvalorizados e tudo mais, mas não importa quantas vezes se repita, sempre tem alguém falando algo como 'Nossa, artes? Você é a primeira pessoa que conheço que faz isso' ou 'Você deve ser bem inteligente, sei que a média de artes é bem alta' ou 'Artes? Você com certeza vai ganhar bem' ou o mais famoso 'Você deve ser talentoso, é um dom não é?' ou coisas assim.
Pra falar a verdade, está tão raro ouvir alguém falando negativamente sobre a profissão de arte-educador/artista plástico ultimamente que chego a ficar assustado...
Minha mente sempre volta com o questionamento do 'por onde começar' em relação a universidade e a minha produção artística. Por exemplo, eu vou escrever esse pequeno texto e no final não vou lembrar muito bem do que disse... vai ser tudo culpa da minha mente, que decidiu dar uma voltinha com meu juízo e voltou me lembrando dessas coisas...
(Allan Wagner, 19:40 - 19:55, 30/10/2010)
Minha mente decidiu funcionar nos últimos dias, decidiu pensar fora de mim e me trazer montes de opiniões frescas e novinhas... ela decidiu decidir sem mim ultimamente.
Sempre que estou indo para a universidade consigo pensar exatamente na coisa mais difícil de todas - e não, não é matemática ou afins -, consigo pensar em nada... enquanto, na verdade, minha consciência junto com minha mente apenas decidem dar uma voltinha durante a viagem. Sempre que entro naquele ônibus minha cabeça esvazia e sempre volta com questões deveras intrigantes... mas essas não valem tanto a penas serem lembradas.
Sei que sou um estudante de arte no Brasil, sei o quanto somos desvalorizados e tudo mais, mas não importa quantas vezes se repita, sempre tem alguém falando algo como 'Nossa, artes? Você é a primeira pessoa que conheço que faz isso' ou 'Você deve ser bem inteligente, sei que a média de artes é bem alta' ou 'Artes? Você com certeza vai ganhar bem' ou o mais famoso 'Você deve ser talentoso, é um dom não é?' ou coisas assim.
Pra falar a verdade, está tão raro ouvir alguém falando negativamente sobre a profissão de arte-educador/artista plástico ultimamente que chego a ficar assustado...
Minha mente sempre volta com o questionamento do 'por onde começar' em relação a universidade e a minha produção artística. Por exemplo, eu vou escrever esse pequeno texto e no final não vou lembrar muito bem do que disse... vai ser tudo culpa da minha mente, que decidiu dar uma voltinha com meu juízo e voltou me lembrando dessas coisas...
(Allan Wagner, 19:40 - 19:55, 30/10/2010)
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