domingo, 5 de janeiro de 2014

Previsível.




Pra quem não sabe, eu também desenho, e ontem a noite, me saiu essa depois de algumas horas ouvindo Bowie e pensando na vida.

(Allan Wagner "Chaves" - 04/01/2014)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Odisséia

Estou agora chutando a porta,
flutuando no vazio de forma peculiar, 
mas estrelas parecem muito diferentes hoje. 

Convenhamos estou sentado em uma lata cheia de explosivos, 
Muito acima do nosso mundinho, e o planeta Terra continua azul, 
E não há nada mais que eu possa fazer. 

Caindo a cem mil milhas ou mais, eu sinto muita coisa, 
E a minha nave espacial sabe que deve caminho seguir, 
Só digam àquela mulher que eu a amo muito (ainda!).

(...)

Os circuitos estão mortos,
e você pode me ouvir?
Mesmo sumindo no vazio.
Será que tão distante,
pode me ouvir?

(...)

Silêncio e ouço o nada rasgar meus ouvidos,
em quais as estrelas na qual eu vou colidir?

(...)

Os circuitos ainda estão mortos,
eu queria saber se você pode me ouvir.
Mesmo sumido no vazio, eu sei muito.
E tão distante, você me ouve.

(Allan Wagner, 23:30 - 23:35, 02/01/2014)

sábado, 12 de outubro de 2013

Me afastei, perdido.

Então novamente eu faço,
mais uma vez eu me anulo,
mais uma vez eu me apago,
mais uma vez, eu simplesmente desisto de querer sentir.

Deixei de ser criança, apaguei qualquer vestígio.
Adotei a dor e a incerteza de ser um adulto,
acariciei as tristezas de desacreditar,
eu matei meus sonhos.

Sou o vazio, o incapaz,
o incerto e o incompleto,
o inaceitável, o esquecido.
Eu caio de novo, eu pulo de novo.

Torno algo que nunca aconteceu em um grande acontecimento,
transformo em uma dor tamanha de proporções exageradas,
e não volto atrás, não deixo meu orgulho perder,
não permito que a bondade e os bons sentimentos tenham a chance de vencer.

(Allan Wagner, 23:58 - 00:03, 12/10 - 13/10/13)

sábado, 28 de setembro de 2013

No Tanto que Faz.

Eu deixo a luz se esvair numa praia qualquer,
que as ondas de oceanos levem toda ela,
deixar morrer, junto com a luz do Sol...

Eu deixei meus pensamentos flutuarem e morrerem,
afoguei todas as crenças em rios e deixei marés levarem,
então eu acordei e vi que não seria ninguém.

Eu não prezo, nem desejo atenção,
pois deixei tudo o que eu senti em algum lugar,
Distante e esquecido.

Apesar de todo esse engano,
alguém sempre aparece, e destrói meus planos.

(Allan Wagner, 21:23 - 21:57, 28/09/13)


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ruína.

Então eu vi Esparta cair.

Ruir perante toda sua força e crenças, apenas desmoronava.
E eu sentia o aperto no peito de quem nada podia fazer.
Talvez fosse Esparta, ou quem sabe Roma, ou Paris?
Apenas caía.

Talvez fosse algo dentro de mim que ruía e não me avisava.
Estava lentamente condenada a desaparecer no ar, no tempo, no espaço.

E era eu quem ruía.

Não haveria civilização tão poderosa pra impedir minha queda, minha falta de tato.
Eu tropeçara no mais profundo abismo de mundanas preocupações, e me apagava.
Me esquecia aos poucos do que eu era, do que eu fui.
Apagava o que eu sou.

E eu caía.

Cai sem rumo, sem prumo, sem fim de poço.
Apenas me deixei cair, apenas me deixei levar.
Agora. Era queda livre. Mergulhando. De cabeça.

E eu cai.

E continuo caindo, apesar de ainda tentar...
Com a pouca força que ainda resta...
Me segurar.

(Allan Wagner, 21:45 - 21:50, 09/09/13)