De ouvir que eu sempre sou incrível pra evitar me magoar,
me magoa saber que sou tudo isso mas não há quem fique.
De ouvir que o interesse morreu,
mata aos poucos o pouco de esperança no antigo eu.
De ouvir que eu não dei o tempo, apenas o apoio,
mata a vontade de me doar até mesmo pra mim.
Eu sempre entro, e caio,
aos trancos, barrancos, tropeços,
trepidações, sem meios, teu seios.
E tudo está ao alcance,
até notar que tudo esteve fugindo,
e eu agindo como se nada de ruim acontecesse.
Eu me deixo mais uma ferida aberta.
Eu me martirizo por erros que eu nem percebi ter cometido.
E percebo aos poucos que não sou o bastante.
Medido. Pesado.
Me considerando uma vez.
E outra vez.
E mais uma vez.
Insuficiente.
(Allan Chaves, 19:43 - 19:50, 18/11/2017)
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